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segunda-feira, 26 de abril de 2010

APRESENTAÇÃO

Foi difícil iniciar esse blog, eram vários fatores para serem pesados: "O que as pessoas pensarão sobre isso? / Dividir ou não um momento tão pessoal? Será que vou levar a sério? (Pois nunca sigo adiante com o que começo)."

Dessa vez, achei que valeria sim a pena tentar, é um forma de registrar cada passagem para um dia, mostrar para o nosso pequeno Joaquim (digo nosso, porque estou tentando me liberar desse ciúmes doentio que tenho pelas pessoas que amo, e espero sim que ele seja um pouco de cada um... um pouco do papai, das vovós, dos tios e de quem amá-lo).

Meu sonho sempre foi ser mãe, sempre amei crianças, cada sorriso, cada choro, cada gesto... toda peculiaridade que só pertencem a elas, e esse amor todo, já não cabia mais dentro de mim... houve um dado momento na minha vida, que me apeguei tanto a três crianças, que os amei como se fossem meus filhos... mas isso me trouxe muitos problemas e sofrimento, afinal, que mãe gostaria de ver os seus filhos se apegando assim a outra pessoa que não ela?

Minha escolha pela hora certa veio quando minha irmã mais nova engravidou, e foi um momento tão especial e único, participei de toda a gravidez como a irmã e tia coruja que sou, e já no começinho, ela me escolheu para ser madrinha do Zequinha...

Na época estava saindo de um relacionamento muito longo (quase seis anos), desiludida com o tempo que havia passado, e louca para viver a minha vida. Até que algum tempo depois apareceu o Daniel (meu marido), começou com uma simples amizade, tocávamos violão, dançávamos forró, saíamos para jantar, conversar, fazer trilhas, assistir filme, e até chegamos a dormir no carro voltando de uma balada porque ele estava mais para lá do que para cá (bêbado), aí isso acabou virando uma rotina... ele dizia "Vamos assistir filme no carro?" e eu aceitava, e no final, estava eu lá, apagada, dormindo que nem uma pedra no carro... claro que isso só foi possível porque moramos em uma Ilha linda e quase segura... e essa amizade foi ficando forte, e cada vez era mais difícil ficarmos longe um do outro... até que num belo dia, dentro do carro, depois de mais de um mês de toda essa história de bons amigos, ele resolveu se declarar e me pedir em namoro...

Uma linda história, que não cabe todos os detalhes aqui... e em pouquíssimo tempo, conversamos sobre filhos, para ser mais exata, começamos a namorar em Julho, em Setembro falamos sobre filhos, em Outubro parei com os anticoncepcionais e começamos a tentar encomendar o anjinho em Novembro/09.... e foi uma barra, cada teste de farmácia que dava negativo era aquela loucura, eu ficava jogada, chorando, achando que tinha algum problema comigo...

Até que a minha irmã, tão doce, conversou comigo, disse que com ela foi da mesma forma, que eu deveria dar um tempo para esperar o momento certo, o momento que Deus achasse certo... tão linda ela...

E chegou Janeiro, nasceu o Zequinha, e decidi me doar para ele...para ele e para a minha irmã... até que ela se foi, nos deixou com aqui, e essa ausência, meu Deus... é inexplicável.

O Zequinha estava com três meses quando ela faleceu, e uma semana depois da morte dela, descobri que estava grávida de um mês... realmente acredito que Deus me deu o maior presente, na hora certa... e é isso... contei um pouco sobre essa trajetória conturbada, mas que está trazendo o Joaquim para me completar como mulher...
Um grande abraço para vocês, e acreditem sempre no que Deus reserva para cada um de nós. Ele é o soberano e sempre saberá do que é melhor para cada um de nós....

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